domingo, 27 de novembro de 2011

Tema 2 - Fase 4 ( Entrevista e Técnicas de Entrevista )



O que é uma entrevista?

Trata-se de uma conversa entre duas ou mais pessoas, entrevistador e entrevistado(s), numa situação em que o entrevistador coloca perguntas ao entrevistado de forma a obter as respostas e informações pretendidas.

  • Como caracterizar as entrevistas quanto ao número de sujeitos inquiridos?
    • No que respeita ao número de sujeitos inquiridos, as entrevistas podem ser caracterizadas da seguinte maneira:
    • Individual;
    • Grupo;
    • Social, um ou mais individuos são entrevistados por um ou mais entrevistadores de forma informal;
    • Painel, onde o entrevistado é sujeito a um inquérito por mais do que um entrevistador.
  • Como se podem diferenciar as entrevistas relativamente aos temas em análise?
Em termos de temas em análise, as entrevistas podem-se distinguir de acordo com a seguinte tipologia:


    • Entrevista de Controlo;
    • Entrevista de Verificação;
    • Entrevista de Aprofundamento;
    • Entrevista de Exploração
  • Como diferenciar entrevistas quanto à estruturação?
    • Estruturada: Compõe-se de um plano previamente definido em termos de quais as questões e sequência a seguir;
    • Não-estruturada: O objectivo é ficar a conhecer as perspectivas e ideias que os entrevistados têm sobre determinado tema;
    • Semi-estruturada: Além de ter o mesmo objectivo da não estruturada, pretende igualmente comparar dados obtidos (Bogdan & Biklen, 2010);

  • Como construir um guião para uma entrevista?
Para construirmos um guião de entrevista devemos seleccionar o tema, os objectivos da entrevista e quem vamos entrevistar, seguindo a seguinte estrutura:

    • Construir perguntas tendo em atenção qual o tema escolhido, os objectivos da entrevista, as expectativas do entrevistador e de possíveis leitores/ouvintes;
    • Elaborar perguntas variadas, do género:
      Abertas - O que pensa de...? 
      Fechadas - Gosta de...?, 
      Tentando evitar respostas dúbias ou que não tenham a ver com o tema.
    • Conciliar as perguntas com o entrevistado, em termos de presonalidade, nível sociocultural, idade, situação atual;
    • Utilizar uma linguagem simples e acessível, mas rigorosa;
    • Definir quantas perguntas irá constituir a entrevista e a respectiva sequência
    • Outro aspecto importante ao verificar o texto da entrevista é:
      • A pontuação; 
      • A ortografia;
      • A apresentação gráfica.
    • Alinhamento das perguntas no sentido vertical e com espaçamento ajustado;
    • Letra legível, margens com 2 cm, imagens à direita do texto e parágrafo justificado;
    • A entrevista deve ser validada através da análise crítica de personalidades que sejam relevantes.

Guião de Entrevista, acedido em http://www.netprof.pt/netprof/servlet/getDocumento?TemaID=NPL070103&id_versao=11895
Wikimedia Commons, acedido em http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Serra_entrevista.jpg#filelinks

Tema 2 - Fase 3

Discussão no Fórum Geral Métodos Quantitativos


O que é um questionário?

Como forma de introdução à temática iniciada neste fórum, temos de perceber que um questionário é composto por uma série de questões que pretende perceber as opiniões, crenças, informações sobre o inquirido ou o meio que o envolve.

Para elaborarmos um questionário devemos ter uma formação técnica e experiência na realização do mesmo.

O questionário, é uma ferramenta que serve para estudar as diferentes opiniões e monitorizar a sua evolução no tempo, assim como a forma como uma determinada população vive. Sendo um método regularmente utilizado pela investigação educacional.

Um questionário como ferramenta de recolha de dados, ao ser elaborado deve seguir linhas bases de orientação, nomeadamente:

- Ter um rigor estandardizado ao nível das questões colocadas, assim como ao nível da sua ordem sequencial;




- Incluir um grupo de questões claras, que não ofereçam qualquer margem para dúvidas ou que possam ser susceptíveis de qualquer tipo de ambiguidade;


- Deve mencionar o tempo de duração do mesmo, no máximo uma hora e no caso de ser constituído por resposta fechadas 45 minutos.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Tema 2 - Análise da dissertação de Cidália Neto

Fase 2 - De 10 a 14 de Novembro
  • Análise (individual ou em equipa) da dissertação de Mestrado de Cidália Neto (2006) intitulada O papel da Internet no processo de construção de conhecimento (disponível neste tópico).
  • Após a sua leitura reflicta sobre as seguintes questões: São apresentados claramente os objectivos de investigação que presidiram à elaboração do questionário? São indicados os passos que estiveram subjacentes à construção do questionário? A amostra é claramente identificada? É indicado o método usado na definição da amostra? O questionário usado foi objecto de validação prévia? No capítulo da explicitação da metodologia usada há indicações sobre o modo de tratamento dos dados obtidos com a aplicação do questionário?

Análise da dissertação de Mestrado de Cidália Neto (2006) “ O papel da internet no processo de construção de conhecimento”.
Tendo como base este artigo e lembrando que quando se pretende realizar uma recolha de dados, é necessário e indispensável ter um plano de amostragem que se coadune com a população alvo, assim como administrar de forma adequada o processo de inquérito. Posto isto, vou passar à análise, tomando como base de apoio as questões colocadas.

1- A autora apresenta claramente os objectivos de investigação que presidiram à elaboração do questionário?

Sim, a tese de Cidália Neto, apresenta de forma clara os objectivos de investigação que levaram à construção do questionário, sendo os seguintes (pag.64):


  • Verificar as condições de acesso à Internet (professores e alunos);
  • Caracterizar a relação de professores e alunos com a Internet, numa perspectiva comparativa;
  • Analisar as representações dos dois grupos, no que respeita à Internet e ao seu papel na sociedade, em geral, e na educação formal, em particular;
  • Analisar as representações dos dois grupos, no que respeita à Internet e ao seu papel na sociedade, em geral, e na educação formal, em particular;
  • Averiguar a forma como os alunos realizam uma pesquisa na Internet;
  • Verificar a facilidade de acesso à Internet;
  • Verificar a frequência de acesso à rede;
  • Apurar as razões de uma fraca navegação na Internet;
  •  Identificar os interesses que motivam o acesso à rede;
  •  Caracterizar a relação dos dois grupos com a Internet, em termos técnicos;
  • Identificar as representações que os actores educativos têm acerca dos conteúdos presentes na Rede e sua organização;
  • Verificar o grau de importância atribuída à Internet;
  • Aquilatar o grau de confiança relativamente aos conteúdos que circulam na Internet;
  • Comparar as perspectivas e práticas dos dois grupos alvo;
  •  Relativamente ao grupo de professores, pretende-se ainda:
  •   Caracterizar a relação dos alunos com a Internet, sob o ponto de vista dos professores, em termos técnicos e cognitivos;
  •   Verificar se os professores ajudam os alunos nas suas pesquisas realizadas na Internet.


2-   Na dissertação apresentada há indicação dos passos que estiveram subjacentes à construção do questionário?

No que respeita à definição da amostra e respectiva fundamentação, os passos são indicados. Os tipos de questões seleccionadas, o passo da validação do questionário e sua correcção foram devidamente mencionados. Em relação à elaboração do questionário e das questões a colocar, não foi feito um plano, ou menção a que tipos de princípios da construção de questionários, assim como houve uma falha nas referências às questões de ética (em concreto nos questionários)


3- A amostra é claramente identificada?

Sim, em termos de amostra, encontra-se identificada de forma clara, na medida em que engloba dois grupos de sujeitos: professores e alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico, referindo a área de aplicação (escolas da DREN, do distrito do Porto e Bragança) de maneira a que fosse possível comparar resultados entre o litoral e o interior(pag.65).

Inquéritos realizados:

  •  350 alunos de 5 escolas distribuídos por 3 escolas do Distrito do Porto e 2 escolas do distrito de Bragança;
  •  110 professores de ambas as escolas, mas que pertencem a diferentes zonas geográficas


4- É indicado o método usado na definição da amostra?

A escolha do método usado na definição da amostra parece ter sido a existência de professores e o interesse destes em colaborar nos inquéritos com os alunos e colegas, assim como o facto de existirem computadores com acesso à internet para utilização dos alunos

A faixa etária escolhida foi a compreendida entre os 13 a 15 anos, justificando a escolha com a entrada no período da adolescência.

Julgo que o tipo de amostragem (embora não seja muito perceptível) escolhido seja o não aleatório, que se compõe dos seguintes tipos de amostragem:

  •  Amostragem por conveniência (são recrutadas pessoas que se disponibilizam);
  • Amostragem por quotas;
  •  Amostragem intencional (a investigadora identifica características da população que lhe interessam e escolhe os indivíduos com essas características);
  • Amostragem bola-de-neve (cada indivíduo da população propõe outros indivíduos que poderão fazer parte da investigação).
  • em diferentes zonas geográficas, deduzo que a amostragem seja de conveniência.

Penso que a investigadora optou por uma amostragem por conveniência devido à facilidade e vantagem de existirem professores que se disponibilizaram, mas por outro lado também podia ser uma amostragem intencional (diferentes zonas geográficas), mas como não a autora não fez nenhuma comparação em termos de resultados obtidos. 

5- O questionário usado foi objecto de validação prévia?

Tendo finalizado a construção do questionário, submeteu-o à apreciação de 20 alunos e 10 professores, sendo posteriormente corrigido e reformulado em algumas questões menos conseguidas ou que levantavam dúvidas, em particular as questões 11 e 12. (pag.66)

6- No capítulo da explicitação da metodologia usada há indicações sobre o modo de tratamento dos dados obtidos com a aplicação do questionário?

Sim, o tratamento dos dados obtidos foi realizado através do recurso ao programa Excel, utilizando a percentagem sempre que se revelava útil (pag.67).

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

TEMA 2 - MÉTODOS DE RECOLHA DE DADOS

Os dados em investigação educacional podem provir de fontes muito diversas, desde documentos institucionais ou pessoais, a anotações feitas pelo investigador, decorrentes de observação em contextos naturalistas, passando pela aplicação de testes, questionários ou entrevistas aos sujeitos informantes, ou ainda pela utilização de artefactos produzidos em contextos não investigativos.
Nem sempre a recolha de dados exige a elaboração de instrumentos específicos. Contudo, o investigador encontra-se frequentemente na necessidade de ter de construir instrumentos próprios para obter os dados que permitem responder às suas questões de investigação. É o caso de testes, questionários, guiões de entrevistas ou grelhas de observação de comportamentos não verbais.

Numa primeira abordagem sugere-se que cada um proceda às pesquisas que entender, de modo a ficar com uma panorâmica geral sobre os métodos de recolha de dados, seja em pesquisas relacionadas com a investigação positivista e quantitativa, quer com a investigação interpretativa e qualitativa. A partir desta pesquisa genérica, focaremos o nosso estudo na utilização do questionário enquanto técnica quantitativa de recolha de dados e na utilização da entrevista como técnica de recolha de dados usada em investigação qualitativa.
Actividade 2 decorrerá em sete fases entre dia 07 de Novembro e 18 de Dezembro.
Fase 1 - De 07 a 09 de Novembro
  • Leitura e visualização (individual) dos recursos de aprendizagem disponibilizados neste tópico e/ou indicados no CA. Veja com atenção os diapositivos intituladosInvestigação e Métodos Quantitativos da Prof. Alda Pereira. 
  • Pesquisa (individual) de recursos de aprendizagem relacionados com o tema tratado.
Fase 2 - De 10 a 14 de Novembro
  • Análise (individual ou em equipa) da dissertação de Mestrado de Cidália Neto (2006) intitulada O papel da Internet no processo de construção de conhecimento(disponível neste tópico). 
  • Após a sua leitura reflicta sobre as seguintes questões: São apresentados claramente os objectivos de investigação que presidiram à elaboração do questionário? São indicados os passos que estiveram subjacentes à construção do questionário? A amostra é claramente identificada? É indicado o método usado na definição da amostra? O questionário usado foi objecto de validação prévia? No capítulo da explicitação da metodologia usada há indicações sobre o modo de tratamento dos dados obtidos com a aplicação do questionário?

Fase 3 - De 15 a 20 de Novembro
  • Discussão no Fórum Geral Métodos Quantitativos
Fase 4 - De 21 a 27 de Novembro
  • Pesquisa individual (ou em equipa) sobre a utilização de entrevistas e sobre as técnicas de entrevista.
  • Reflicta sobre as seguintes questões: Como caracterizar as entrevistas quanto ao número de sujeitos inquiridos? Como se podem diferenciar as entrevistas relativamente aos temas em análise? Como diferenciar entrevistas quanto à estruturação? Como construir um guião para uma entrevista?
Fase 5 - De 28 a 04 de Dezembro
  • Preparação em equipa de um guião para uma entrevista. Este guião, será posteriormente, discutido no fórum, com o objectivo de definirmos um guião único, que deverá ser utilizado na realização das entrevistas no terreno. As entrevistas são semi-estruturadas e inserem-se num estudo de caso sobre as representações de professores do ensino básico/secundário (a amostra serão colegas vossos, estamos a forçar um pouco o caso, mas é para efeitos de trabalho prático).
  • São três as questões de investigação: o que pensam esses professores sobre as redes sociais, como por exemplo o Facebook, Myspace, Hi5, Twitter, etc? Como é que vêm a sua (hipotética/real) participação numa rede social? Que expectativas têm sobre o seu uso no ensino?
Fase 6 - De 05 a 11 de Dezembro
  • Apresentação dos guiões e discussão no Fórum Geral Entrevistas: construção do guião comum.
Fase 7 - De 12 a 18 de Dezembro
  • Realização de entrevistas no terreno.
Recursos: 

Balanço da atividade 1

O papel da nossa sala de aula virtual

As actividades do tema 1, decorreram de forma muito fluída e colaborativa entre todo o grupo de trabalho 4. Escolhemos além das ferramentas indicadas pelo professor, o google sites, gmail, skype, docs, entre outros, para que de uma forma mais eficiente e rápida se conseguisse terminar o projeto em mãos.

As participações dos colegas no fórum, permitiram retirar outro tipo de ilações, diferentes pontos de vista que nos irão ajudar no prosseguimento da unidade.

A discussão dos diferentes fluxogramas, mostrou que apesar de serem diferentes, todos tiveram pontos em comum e com bibliografia muito interessante, mostrando um excelente trabalho de pesquisa de todos os grupos. :)

Fluxograma do processo de investigação

Apresento o fluxograma elaborado em conjunto com as minhas colegas Ivone, Teresa e Vitória, para explicar as etapas de um processo de investigação.



Como grupo tinhamos decidido que cada elemento do grupo iria construir um fluxograma e depois decidiriamos qual utilizar, por isso disponibilizo também o que elaborei.


Trabalho de Grupo - Processo investigativo

De forma a que se conseguisse obter um processo mais colaborativo e eficiente na construção do fluxograma, nós o grupo 4, optamos pela criação de um site onde colocamos todas as informações respeitantes ao processo de investigação em educação.



sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A combinação de métodos: Quantitativos/Qualitativos

As técnicas quantitativas diferem das qualitativas, no primeiro caso, o investigador pretende saber em termos avaliativos: quanto; nas técnicas qualitativas a questão que se procura resolver é: será que se fez bem? Ou seja, é mais subjetiva.
As técnicas quantitativas mais comuns utilizadas na avaliação são:
  • Entrevistas estruturadas;
  • Estatísticas dos serviços.
As técnicas qualitativas não pretendem saber números, apesar de em certas situaçãoes os investigadores possam querer quantificar certos fenómenos observados, e aqui se dá uma combinação entre métodos quantitativos e qualitativos.

As técnicas qualitativas mais comuns utilizadas na avaliação são:
  • Dinâmicas de grupo;
  • Entrevistas;
  • Observação (observação presencial, etnográfica).
Como afirmam Shaffer e Serlin (2004):

Os métodos qualitativos e quantitativos são, em última análise, métodos para garantir a apresentação de uma amostra adequada. Ambos constituem tentativas para projectar um conjunto finito de informação para uma população mais ampla: uma população de indivíduos no caso do típico inquérito quantitativo, ou uma colecção de observações na análise qualitativa. [...] O objectivo em qualquer análise é adequar a técnica à inferência, a afirmação à comprovação. As questões que se colocam a um investigador são sempre: Que questões merecem ser levantadas nesta situação? Que dados poderão lançar luz sobre estas questões? E que métodos analíticos poderão garantir afirmações, baseadas em dados, sobre aquelas questões? Responder a estas questões é uma tarefa que envolve necessariamente uma profunda compreensão das potencialidades e limites de uma variedade de técnicas quantitativas e qualitativas.


Através desta imagem se consegue perceber que a orientação metodológica tem uma base racionalista (quantitativa), que permite explorar hipóteses, mas também se tem usado uma metodologia de origem naturalista (qualitativa) fato característico da observação direta dos fenómenos em estudo, provando que se consegue estabelecer a utilização de uma metodologia mista na investigação em educação.

Revista Portuguesa de Educação, 2007, 20(2), pp. 75-104
© 2007, CIEd - Universidade do Minho

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Um estudo de caso

Fase 2 - De 20 a 23 de Outubro
  • Análise (individual) da dissertação de Mestrado de Ana Paula Alves intitulada E-Portefólio: Um estudo de caso. (disponível neste tópico).

 A minha análise da dissertação "E-Portefólio: Um estudo de caso" de Ana Paula Alves estrutura-se nas seguintes questões:
  • Os objetivos da investigação que tornaram possível a recolha dos dados foram claramente indicados?
  • Procedeu-se à revisão da literatura?
  • Foram indicados de forma clara os instrumentos de recolha de informações?
  • A amostra é identificada de maneira clara?
  • Qual o método utilizado para definir a amostra?
  • Qual a metodologia utilizada e de que forma foram obtidos os dados e o respectivo tratamento?
O tipo de investigação decorrente da tese de mestrado em questão é um estudo de caso Vide p.105.

Em termos dos objetivos que tornaram possível a recolha dos dados, pode-se afirmar que, o objetivo principal foi bem explicitado,“Será viável e adequada a implementação de um programa de portefólios de Matemática suportado pela tecnologia Moodle, a turmas de alunos do ensino básico?”, assim como os objetivos secundários mas indissociáveis do principal Vide p.30:


  • Organizar e implementar um programa de portefólios electrónicos numa turma de alunos do ensino básico, no contexto da disciplina de Matemática;

  • Analisar a participação e o envolvimento dos alunos na construção dos respectivos eportefólios;

  • Perceber as vantagens/desvantagens do ambiente Moodle na aplicação de um programa de e-portefólios no contexto da disciplina de Matemática
Sendo evidente que os objetivos foram atingidos.

No que respeita à segunda questão, foi feita uma revisão exaustiva da literatura Vide p.33.

Na questão dos meios de recolha de informação, foram quatro os utilizados pela autora de forma a poder responder a todas as questões colocadas por este estudo de caso:

  •  Observação participante;
  • Documentos produzidos pelos alunos;
  •  Registos automáticos da plataforma moodle;

  • Questionários de opinião.


O critério utilizado pela autora para a escolha efetuada no que respeita aos métodos de recolha de informação e de amostragem, foi sucintamente explicado na página 105.

 “Dentro de uma investigação de cariz qualitativa existem muitos métodos a que recorrer, no entanto, quando se pretende investigar um fenómeno contemporâneo dentro do seu contexto de vida real, não existindo uma clara distinção entre o fenómeno e o contexto, estamos perante um processo de investigação empírica do tipo “estudo de caso” (Yin, 2005:32). No “estudo de caso” as questões da pesquisa centram-se no “como” ou no “porquê” e a estratégia de pesquisa é abrangente, recorrendo a várias fontes de evidência e a diversas triangulações de dados (idem).
Esta nossa dissertação descreve toda uma experiência de implementação de um programa de portefólios em formato electrónico junto de uma turma de alunos do ensino básico, no contexto da disciplina de Matemática. A experiência desenvolveu-se durante o ano lectivo 2006/2007 e envolveu a turma C do 9º ano de escolaridade do Agrupamento de Escolas Dr. Francisco Sanches (AEFS) do concelho de Braga. (pag.28)”

De realçar igualmente a preocupação que a autora teve com a questão ética, fato presente na página 107.

“…o envolvimento não implica de forma inevitável falta de rigor, podendo até apresentar algumas vantagens. Na investigação em educação é frequente, e muitas vezes até desejável/inevitável que o investigador seja simultaneamente professor das turmas ou alunos envolvidos nos estudos.”

Em relação à análise de dados em termos qualitativos enquanto se procedeu à recolha dos elementos fez-se a análise em simultâneo, demonstrando a autora boas bases documentais e de organização de trabalho nesta questão, cruzando dados e tipo de abordagens metodológicas (pag.159). O questionário em termos de elaboração, além de conter perguntas abertas, foi concebido também com perguntas fechadas, sendo a sua posterior análise extremamente bem realizada, utilizando para tal, gráficos, finalizando com a respetiva análise detalhada de todos os elementos do mesmo, mostrando de forma inequívoca se os objetivos foram atingidos ou não e por quem.

Para terminar, este estudo mostrou que as novas tecnologias podem representar uma enorme mais-valia no ensino aprendizagem desde que se cumpram certas regras, mas evidenciou também outras questões que levantam algumas nuvens negras no horizonte.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Processo de Investigação



TEMA 1 - O PROCESSO DE INVESTIGAÇÃO

Este tema é dedicado a procurar identificar paradigmas e métodos de investigação em Educação, a definir as etapas do processo investigativo e a traçar as características de um relatório de investigação.

A Actividade 1 decorrerá em quatro fases entre 17 de Outubro e 6 de Novembro:

Fase 1 - De 17 a 19 de Outubro
  • Discussão do Contrato de Aprendizagem (CA) e apresentação dos membros da comunidade.
  • Leitura e visualização (individual) dos recursos de aprendizagem disponibilizados neste tópico e/ou indicados no CA. Veja com atenção os diapositivos intitulados O Processo de Investigação da Prof. Alda Pereira.
  • Pesquisa (individual) de recursos de aprendizagem relacionados com o tema tratado.
  • Análise e interpretação do conteúdo dos objectos de aprendizagem propostos.



Análise dos Videos

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Pesquisas Qualitativas e Quantitativas

Qualitativa Aproximação com o sujeito.

Quantitativa – Estatística, numérica.

Pesquisa Bibliográfica – Por exemplo de um determinado autor, biblioteca, universidade. Deve começar-se por analisar os clássicos da área em questão.

Pesquisa Documental – Documento histórico, institucional, associativo. A fonte de colecta da informação são os documentos.

Pesquisa Bibliográfica                         vs                    Pesquisa Documental

  Fontes Secundárias                                                      Fontes Primárias
                                                                               (Etnografias, pessoais)

Passos: Definir o objeto de estudo, leitura, elaborar fichas, transcrição de documentos e análise.

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4 Tipos de pesquisa na educação:

Pesquisa-ação – Intervenção (atuando e pesquisando)
Os participantes passam de objeto de estudo a pesquisadores produtores de conhecimento sobre a própria realidade.

Pesquisa de Campo – Pesquisa “in loco”, registo de apontamentos da observação realizada no campo, observação e entrevista, análise de conteúdo e interpretação de texto.

Pesquisa documental e Pesquisa bibliográfica.

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Investigação Científica

Definição:  Busca intencionada de conhecimentos e soluções de problemas de carácter científico.
 Sistema sistemático, organizado e objetivo;
Descoberta de princípio gerais;
  Investigador deve planear a metodologia.

Uma investigação para ser científica deve ser:
Planificada
Original
Objetiva
Dispor de tempo
Ter medidas numéricas, resultados comprováveis e verificáveis

Outro Vídeo:
7 Passos de um processo de investigação

1º Definir o tema de estudo, colocando-o com uma pergunta e utilizando palavras chave.

2º Procurar informação adicional  e anterior ( quem, como, quando, onde, porquê)

3º Registos – utilizar palavras chave para a pesquisa, por tema, para ampliar os resultados

4º Aproveitar bases de dados, índices e abstracts para a recolha de informação

5º Localizar fontes na internet

6º Avaliar e criticar a informação encontrada, sobretudo se for na internet

7º Citar a informação (APA, Chicago, MLA,etc)