sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A combinação de métodos: Quantitativos/Qualitativos

As técnicas quantitativas diferem das qualitativas, no primeiro caso, o investigador pretende saber em termos avaliativos: quanto; nas técnicas qualitativas a questão que se procura resolver é: será que se fez bem? Ou seja, é mais subjetiva.
As técnicas quantitativas mais comuns utilizadas na avaliação são:
  • Entrevistas estruturadas;
  • Estatísticas dos serviços.
As técnicas qualitativas não pretendem saber números, apesar de em certas situaçãoes os investigadores possam querer quantificar certos fenómenos observados, e aqui se dá uma combinação entre métodos quantitativos e qualitativos.

As técnicas qualitativas mais comuns utilizadas na avaliação são:
  • Dinâmicas de grupo;
  • Entrevistas;
  • Observação (observação presencial, etnográfica).
Como afirmam Shaffer e Serlin (2004):

Os métodos qualitativos e quantitativos são, em última análise, métodos para garantir a apresentação de uma amostra adequada. Ambos constituem tentativas para projectar um conjunto finito de informação para uma população mais ampla: uma população de indivíduos no caso do típico inquérito quantitativo, ou uma colecção de observações na análise qualitativa. [...] O objectivo em qualquer análise é adequar a técnica à inferência, a afirmação à comprovação. As questões que se colocam a um investigador são sempre: Que questões merecem ser levantadas nesta situação? Que dados poderão lançar luz sobre estas questões? E que métodos analíticos poderão garantir afirmações, baseadas em dados, sobre aquelas questões? Responder a estas questões é uma tarefa que envolve necessariamente uma profunda compreensão das potencialidades e limites de uma variedade de técnicas quantitativas e qualitativas.


Através desta imagem se consegue perceber que a orientação metodológica tem uma base racionalista (quantitativa), que permite explorar hipóteses, mas também se tem usado uma metodologia de origem naturalista (qualitativa) fato característico da observação direta dos fenómenos em estudo, provando que se consegue estabelecer a utilização de uma metodologia mista na investigação em educação.

Revista Portuguesa de Educação, 2007, 20(2), pp. 75-104
© 2007, CIEd - Universidade do Minho

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Um estudo de caso

Fase 2 - De 20 a 23 de Outubro
  • Análise (individual) da dissertação de Mestrado de Ana Paula Alves intitulada E-Portefólio: Um estudo de caso. (disponível neste tópico).

 A minha análise da dissertação "E-Portefólio: Um estudo de caso" de Ana Paula Alves estrutura-se nas seguintes questões:
  • Os objetivos da investigação que tornaram possível a recolha dos dados foram claramente indicados?
  • Procedeu-se à revisão da literatura?
  • Foram indicados de forma clara os instrumentos de recolha de informações?
  • A amostra é identificada de maneira clara?
  • Qual o método utilizado para definir a amostra?
  • Qual a metodologia utilizada e de que forma foram obtidos os dados e o respectivo tratamento?
O tipo de investigação decorrente da tese de mestrado em questão é um estudo de caso Vide p.105.

Em termos dos objetivos que tornaram possível a recolha dos dados, pode-se afirmar que, o objetivo principal foi bem explicitado,“Será viável e adequada a implementação de um programa de portefólios de Matemática suportado pela tecnologia Moodle, a turmas de alunos do ensino básico?”, assim como os objetivos secundários mas indissociáveis do principal Vide p.30:


  • Organizar e implementar um programa de portefólios electrónicos numa turma de alunos do ensino básico, no contexto da disciplina de Matemática;

  • Analisar a participação e o envolvimento dos alunos na construção dos respectivos eportefólios;

  • Perceber as vantagens/desvantagens do ambiente Moodle na aplicação de um programa de e-portefólios no contexto da disciplina de Matemática
Sendo evidente que os objetivos foram atingidos.

No que respeita à segunda questão, foi feita uma revisão exaustiva da literatura Vide p.33.

Na questão dos meios de recolha de informação, foram quatro os utilizados pela autora de forma a poder responder a todas as questões colocadas por este estudo de caso:

  •  Observação participante;
  • Documentos produzidos pelos alunos;
  •  Registos automáticos da plataforma moodle;

  • Questionários de opinião.


O critério utilizado pela autora para a escolha efetuada no que respeita aos métodos de recolha de informação e de amostragem, foi sucintamente explicado na página 105.

 “Dentro de uma investigação de cariz qualitativa existem muitos métodos a que recorrer, no entanto, quando se pretende investigar um fenómeno contemporâneo dentro do seu contexto de vida real, não existindo uma clara distinção entre o fenómeno e o contexto, estamos perante um processo de investigação empírica do tipo “estudo de caso” (Yin, 2005:32). No “estudo de caso” as questões da pesquisa centram-se no “como” ou no “porquê” e a estratégia de pesquisa é abrangente, recorrendo a várias fontes de evidência e a diversas triangulações de dados (idem).
Esta nossa dissertação descreve toda uma experiência de implementação de um programa de portefólios em formato electrónico junto de uma turma de alunos do ensino básico, no contexto da disciplina de Matemática. A experiência desenvolveu-se durante o ano lectivo 2006/2007 e envolveu a turma C do 9º ano de escolaridade do Agrupamento de Escolas Dr. Francisco Sanches (AEFS) do concelho de Braga. (pag.28)”

De realçar igualmente a preocupação que a autora teve com a questão ética, fato presente na página 107.

“…o envolvimento não implica de forma inevitável falta de rigor, podendo até apresentar algumas vantagens. Na investigação em educação é frequente, e muitas vezes até desejável/inevitável que o investigador seja simultaneamente professor das turmas ou alunos envolvidos nos estudos.”

Em relação à análise de dados em termos qualitativos enquanto se procedeu à recolha dos elementos fez-se a análise em simultâneo, demonstrando a autora boas bases documentais e de organização de trabalho nesta questão, cruzando dados e tipo de abordagens metodológicas (pag.159). O questionário em termos de elaboração, além de conter perguntas abertas, foi concebido também com perguntas fechadas, sendo a sua posterior análise extremamente bem realizada, utilizando para tal, gráficos, finalizando com a respetiva análise detalhada de todos os elementos do mesmo, mostrando de forma inequívoca se os objetivos foram atingidos ou não e por quem.

Para terminar, este estudo mostrou que as novas tecnologias podem representar uma enorme mais-valia no ensino aprendizagem desde que se cumpram certas regras, mas evidenciou também outras questões que levantam algumas nuvens negras no horizonte.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Processo de Investigação



TEMA 1 - O PROCESSO DE INVESTIGAÇÃO

Este tema é dedicado a procurar identificar paradigmas e métodos de investigação em Educação, a definir as etapas do processo investigativo e a traçar as características de um relatório de investigação.

A Actividade 1 decorrerá em quatro fases entre 17 de Outubro e 6 de Novembro:

Fase 1 - De 17 a 19 de Outubro
  • Discussão do Contrato de Aprendizagem (CA) e apresentação dos membros da comunidade.
  • Leitura e visualização (individual) dos recursos de aprendizagem disponibilizados neste tópico e/ou indicados no CA. Veja com atenção os diapositivos intitulados O Processo de Investigação da Prof. Alda Pereira.
  • Pesquisa (individual) de recursos de aprendizagem relacionados com o tema tratado.
  • Análise e interpretação do conteúdo dos objectos de aprendizagem propostos.



Análise dos Videos

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Pesquisas Qualitativas e Quantitativas

Qualitativa Aproximação com o sujeito.

Quantitativa – Estatística, numérica.

Pesquisa Bibliográfica – Por exemplo de um determinado autor, biblioteca, universidade. Deve começar-se por analisar os clássicos da área em questão.

Pesquisa Documental – Documento histórico, institucional, associativo. A fonte de colecta da informação são os documentos.

Pesquisa Bibliográfica                         vs                    Pesquisa Documental

  Fontes Secundárias                                                      Fontes Primárias
                                                                               (Etnografias, pessoais)

Passos: Definir o objeto de estudo, leitura, elaborar fichas, transcrição de documentos e análise.

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4 Tipos de pesquisa na educação:

Pesquisa-ação – Intervenção (atuando e pesquisando)
Os participantes passam de objeto de estudo a pesquisadores produtores de conhecimento sobre a própria realidade.

Pesquisa de Campo – Pesquisa “in loco”, registo de apontamentos da observação realizada no campo, observação e entrevista, análise de conteúdo e interpretação de texto.

Pesquisa documental e Pesquisa bibliográfica.

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Investigação Científica

Definição:  Busca intencionada de conhecimentos e soluções de problemas de carácter científico.
 Sistema sistemático, organizado e objetivo;
Descoberta de princípio gerais;
  Investigador deve planear a metodologia.

Uma investigação para ser científica deve ser:
Planificada
Original
Objetiva
Dispor de tempo
Ter medidas numéricas, resultados comprováveis e verificáveis

Outro Vídeo:
7 Passos de um processo de investigação

1º Definir o tema de estudo, colocando-o com uma pergunta e utilizando palavras chave.

2º Procurar informação adicional  e anterior ( quem, como, quando, onde, porquê)

3º Registos – utilizar palavras chave para a pesquisa, por tema, para ampliar os resultados

4º Aproveitar bases de dados, índices e abstracts para a recolha de informação

5º Localizar fontes na internet

6º Avaliar e criticar a informação encontrada, sobretudo se for na internet

7º Citar a informação (APA, Chicago, MLA,etc)